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O MANTO SAGRADO

No início dos anos 1950, Hollywood estava perdendo público para a televisão. Era preciso fazer algo, pensaram os donos dos estúdios, para atrair novamente as pessoas às salas de cinema. Neste contexto surge o cinemascope, criado pela Fox. A nova tecnologia de filmagem e projeção usava lentes anamórficas. Trata-se do formato que conhecemos hoje como widescreen, onde a tela é mais larga e permite um enquadramento maior. O primeiro filme a fazer uso dessa tecnologia foi O Manto Sagrado, de Henry Koster e feito em 1953. Tendo por base o livro O Manto de Cristo, de Lloyd C. Douglas, publicado 11 anos antes, o roteiro de Philip Dunne conta a história de Marcellus (Richard Burton), um tribuno romano enviado para Jerusalém, onde termina supervisionando a crucificação de Jesus Cristo. Na sequencia, o manto vermelho usado por Jesus é disputado pelos soldados e vencido por Marcellus, mas, acaba nas mãos do escravo Demetrius (Victor Mature). O Manto Sagrado é um típico filme religioso hollywoodiano daquele período. Produção caprichada, elenco eficiente, direção segura e uma história conhecida contada a partir de um ângulo novo. Grande sucesso de bilheteria, terminou por gerar uma inesperada continuação com a carismática personagem de Mature, Demetrius e os Gladiadores, dirigida por Delmer Daves já no ano seguinte.

O MANTO SAGRADO (The Robe – EUA 1953). Direção: Henry Koster. Elenco: Richard Burton, Victor Mature, Jean Simmons, Michael Rennie, Richard Boone, Dean Jagger, Dawn Adams, Jay Robinson, Torin Thatcher e  Jeff Morrow. Duração: 133 minutos. Distribuição: Fox.

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