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ERA UMA VEZ MINHA MÃE

A produção franco-canadense Era Uma Vez Minha Mãe se inspira na história real de Roland Perez, que nasceu com um pé torto. Sua mãe, Esther (Leïla Bekhti), não mediu esforços para que seu filho tivesse uma vida normal. E é justamente essa luta decorrente de um inabalável amor maternal que acompanhamos neste filme escrito e dirigido por Ken Scott. Quatro atores dão vida a Roland, e dois deles, Milo Machado-Graner e Jonathan Cohen, possuem mais tempo de tela ao interpretá-lo, respectivamente, na adolescência e na fase adulta. Filho de pais marroquinos que migraram para a França, Roland era o caçula de seis irmãos. Sua mãe não mediu esforços e buscou ajuda para resolver o problema de seu menino nos mais diferentes lugares e com os mais diversos médicos e qualquer um outro que pudesse corrigir a falha no pé de seu menino. Mas o crédito não pode ser inteiramente de Esther. Basta ver o título original, que traduzido significa “Minha Mãe, Deus e Sylvie Vartan”. Mas quem é essa Sylvie Vartan? Ela existe de verdade. É uma cantora francesa de muito sucesso e importância na trajetória de cura de Roland. Scott concentra boa parte de sua narrativa na incansável jornada de Esther. E isso rende situações que beiram o absurdo, mas talvez por isso mesmo, são muito engraçadas. O filme perde um pouco o ritmo no terço final, especialmente quando Roland, já adulto e trabalhando como advogado, não dependia mais tanto de sua mãe. Mas o saldo é bastante positivo e por fim, faz jus tanto ao título em francês quanto em português. 

ERA UMA VEZ MINHA MÃE (Ma Mère, Dieu et Sylvie Vartan – França 2025). Direção: Ken Scott. Elenco: Leïla Bekhti, Jonathan Cohen, Joséphine Japy, Sylvie Vartan, Jeanne Balibar, Lionel Dray, Milo Machado-Graner e Anne Le Ny. Duração: 102 minutos. Distribuição: Califórnia Filmes.

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