Não é de hoje que Hollywood se vale de astros e estrelas para música para estarem à frente de filmes. A conta é bem simples: um público cativo de fãs que seguramente irá aos cinemas para ver seu ídolo musical favorito atuar. Não foi diferente quando a cantora Whitney Houston foi anunciada ao lado de Kevin Costner no drama romântico O Guarda-Costas, de 1992. Dirigido por Mick Jackson, a partir de um roteiro escrito por Lawrence Kasdan. No filme, Frank Farmer (Costner), é contratado para proteger Rachel Marron (Houston). Ele é um ex-agente do Serviço Secreto e ela uma cantora e atriz que vem recebendo cartas anônimas e ameaçadoras. Frank é muito bom no que faz, apesar de não se perdoar por conta de um quase fracasso em um trabalho anterior. A relação inicial entre ele e sua “patroa” é tensa e fica evidente que há algo mais surgindo entre os dois. O roteiro não foge ao clichê clássico dos “opostos que se atraem”. Este foi o primeiro longa de Whitney Houston, que foi escolhida por Kevin Costner, principal produtor do filme, em alta na indústria após a conquista do Oscar no ano anterior com Dança com Lobos. No final prevaleceu o faro hollywoodiano para o sucesso garantido. O Guarda-Costas teve um faturamento astronômico de mais de 400 milhões de dólares, somente nos cinemas, para um investimento de apenas 25 milhões, sem contar que a trilha sonora é, até hoje, uma das mais vendidas de toda a história da música. Mesmo sem inovar em termos narrativos, trata-se de um filme que cumpre o promete. Para o grande público, isso basta.
O GUARDA-COSTAS (The Bodyguard – EUA 1992). Direção: Mick Jackson. Elenco: Kevin Costner, Whitney Houston, Gary Kemp, Bill Cobbs, Ralph Waite, Michele Lamar Richards, Mike Starr, DeVaughn Nixon e Gerry Bamman. Duração: 129 minutos. Distribuição: Warner.







