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ANÔNIMO

Nosso mundo é cheio de teorias da conspiração. A maioria delas não fazem o menor sentido. Apesar de possuírem um verniz de realidade. Uma dessas teorias esdrúxulas diz respeito ao bardo inglês, o dramaturgo William Shakespeare. Há quem acredite que ele não existiu por nunca ter publicado um livro e só ter escrito peças teatrais. É “ideia” está no centro do roteiro de Anônimo, do norte-americano John Orloff, dirigido pelo alemão Roland Emmerich. O filme defende que o verdadeiro Shakespeare, vivido aqui pelo ator Rafe Spall), seria, de fato, o Conde de Oxford (Rhys Ifans). É curioso perceber que a vida do autor de obras tão conhecidas e eternas como Romeu e Julieta, Othello, Macbeth e Hamlet, para cita apenas quatro delas, desperte ainda hoje, passados mais de 400 anos de sua morte, tanto debate e especulações. Mais curioso ainda é ter Roland Emmerich, diretor responsável por trabalhos carregados de explosões e efeitos especiais, como responsável um drama de época como este. Não que o roteiro seja ruim. Pelo contrário. Ele apresenta um intricado jogo de intrigas e armações envolvendo políticos e figuras marcantes da Inglaterra do século XVII. É até interessante de acompanhar, mas que não passa de um delírio, na falta de palavra melhor, ao questionar que uma pessoa simples que trabalhava como ator e escrevia peças populares de teatro não poderia ser um gênio da dramaturgia. No fundo, para mim, essa “teoria” não passa de puro preconceito.   

ANÔNIMO (Anonymous – Inglaterra/Alemanha/EUA 2011). Direção: Roland Emmerich. Elenco: Rhys Ifans, Vanessa Redgrave, David Thewlis, Sebastian Armesto, Rafe Spall, Edward Hogg, Xavier Samuel, Sam Reid, Mark Rylance, Joely Richardson, Derek Jacobi e Trystan Gravelle. Duração: 130 minutos. Distribuição: Columbia/Sony.

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