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CINEMARDEN VAI AO OSCAR

RAINHA CRISTINA

O russo Rouben Mamoulian estudou Teatro em Moscou e emigrou para os Estados Unidos em meados dos anos 1920. Contratado pela Paramount, dirigiu uma versão de O Médico e o Monstro, em 1931, que faz bastante sucesso. Foi isso que fez a Metro Goldwyn Mayer convidá-lo para dirigir Rainha Cristina dois anos depois. Com roteiro de H.M. Harwood e Salka Viertel se inspira na vida real de Cristina da Suécia, com algumas liberdades poéticas, é verdade. Havia apenas cinco anos que o Cinema tinha aprendido a falar e Mamoulian tinha dirigido no ano anterior Ama-me Esta Noite, o filme mais criativo daquela época no uso da nova tecnologia. Trata-se de uma clássica história de amor. Estamos no século XVII, Cristina (Greta Garbo) é rainha de seu país e abdica do trono por amor a Antônio (John Gilbert), embaixador da Espanha na Suécia. Garbo está perfeita. Sua voz e sua postura se encaixam perfeitamente na imagem de realeza que a maioria das pessoas tem. Além disso, ela e Gilbert possuem uma química especial, que fica visível na cena de sedução entre os dois. Na verdade, Cristina renunciou por conta de uma questão religiosa. Aqui no filme, os motivos são mais, digamos assim, cinematograficamente convincentes.

RAINHA CRISTINA (Queen Christina – EUA 1933). Direção: Rouben Mamoulian. Elenco: Greta Garbo, John Gilbert, Lewis Stone, Ian Keith, Elizabeth Young, C. Aubrey Smith, Gustav von Seyffertitz e Reginald Owen. Duração: 99 minutos. Distribuição: Warner.

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