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O REFORMATÓRIO NICKEL

Em seu quarto trabalho audiovisual, o roteirista e diretor norte-americano RaMell Ross provou seu talento autoral com O Reformatório Nickel. Antes ele havia feito um documentário, um curta e uma série de TV. Para esta primeira obra na telona ele optou por adaptar, ao lado de Joslyn Barnes, o livro homônimo e premiado de Colson Whitehead. A história gira em torno dos jovens negros Elwood (Ethan Herisse) e Turner (Brandon Wilson), que vão parar no reformatório do título. Lá eles presenciam violência, abusos e horrores os mais diversos. Ross filma tudo na primeira pessoa, ou seja, a partir do ponto de vista de Elwood (a maior parte do tempo) e também de Turner. Além disso, ele utiliza a razão de aspecto 4:3, o que deixa a imagem em formato quase quadrado e cria uma forte sensação de espaço apertado e claustrofóbico perfeito para o clima tenso que se estabelece. A dura rotina dos dois jovens dentro daquela instituição só é amenizada por conta dos fortes laços de amizade e apoio que demonstram um para o outro. Lançado no Brasil diretamente no streaming do Prime Video, O Reformatório Nickel não é um filme para se ver repetidas vezes. Trata-se de uma forte denúncia contra o racismo e a violação de direitos básicos de todo ser humano. Em tempo: Indicado ao Oscar 2025 nas categorias de melhor filme e melhor roteiro adaptado.

O REFORMATÓRIO NICKEL (Nickel Boys – EUA 2024). Direção: RaMell Ross. Elenco: Ethan Herisse, Brandon Wilson, Hamish Linklater, Fred Hechinger, Daveed Diggs, Aunjanue Ellis-Taylor, Najah Bradley e Sam Malone. Duração: 140 minutos. Distribuição: Amazon Prime Video.

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