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O QUARTO DO PÂNICO

Se Stanley Kubrick tem um herdeiro cinematográfico, ele atende pelo nome de David Fincher. Apesar de os cineastas não terem, até onde se sabe, se encontrado uma única vez, o perfeccionismo é o traço que une as filmografias de ambos. E O Quarto do Pânico, quinto longa-metragem de Fincher, reforça ainda mais esta característica. Com dois filmes impactantes no currículo, Se7en – Os Sete Crimes Capitais e Clube da Luta, Fincher havia se tornado aquele tipo de diretor que deixa os cinéfilos ansiosos em relação a qualquer novo trabalho. Com roteiro escrito por David Koepp, O Quarto do Pânico tem como ponto de partida uma trama bem simples. Meg (Jodie Foster), é uma mulher recém-divorciada que se muda com a filha Sarah (Kristen Stewart). A casa onde elas moram agora é invadida por três ladrões. Para se proteger, mãe e filha se encondem dentro do quarto que dá título ao filme. Lá de dentro, através de um circuito fechado de TV, é possível acompanhar toda a movimentação externa. Fincher extrai o máximo de suspense e tensão desta história que acontece, em boa parte, dentro de ambientes fechados. É incrível a maneira como o diretor movimenta sua câmara passando pela fiação e pelas paredes da casa. E tira, literalmente, leite de pedra. Simplesmente, de roer as unhas. Já a partir dos créditos de abertura.

O QUARTO DO PÂNICO (Panic Room – EUA 2002). Direção: David Fincher. Elenco: Jodie Foster, Forrest Whitaker, Kristen Stewart, Dwight Yoakam e Jared Leto. Duração: 112 minutos. Distribuição: Columbia/Sony.

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4 respostas

  1. Como eu disse, ambos se assemelham no perfeccionismo, que é visível na filmografia dos dois. Apesar de terem estilo narrativo e de conteúdo distintos, Fincher é um aplicado aluno do padrão Kubrick.

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