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ETERNIDADE

Existem muitos filmes sobre o pós-vida. São tantos que fica até difícil pensar em algo novo nessa seara. Mas o roteirista e diretor David Freyne conseguiu mostrar conceitos diferentes daqueles que estamos acostumados a ver em Eternidade, que ele dirigiu em 2025 e dividiu o roteiro com Patrick Cunnane. Tudo acontece numa espécie de “entroncamento”, um local entre a Terra e o Paraíso onde as almas dos recém-mortos se encontram para decidir onde querem passar o resto de suas vidas após a morte. É lá que se encontram Joan (Elizabeth Olsen) e seu marido Larry (Miles Teller). Até aí, tudo bem, afinal, o casal viveu junto por cerca de 60 anos e se ama muito. No entanto, aparece Luke (Callum Turner), primeiro marido de Joan com quem ela viveu por pouco tempo, uma vez que ele foi lutar na Guerra da Coréia e morreu. E o problema surge justamente pelo fato de Luke ter esperado décadas naquele local pela chegada de Joan. Agora ela terá que escolher com quem vai ficar para sempre. Histórias assim são complicadas por terem que apresentar conceitos bem fundamentados e que façam sentido para o público. No caso de Eternidade, como destaquei no início da resenha, temos uma abordagem nova para o pós-vida. Se dividirmos a estrutura do filme em três partes, é possível dizer que o primeiro ato apresenta muito bem a situação. Já o segundo tropeça em alguns momentos e o terceiro é um pouco apressado. Fica a sensação de termos visto uma boa premissa que não foi bem desenvolvida.

ETERNIDADE (Eternity – EUA 2025). Direção: David Freyne. Elenco: Elizabeth Olsen, Miles Teller, Callum Turner, Da’vine Joy Randolph, John Early, Olga Merediz, Betty Buckley e Barry Primus. Duração: 114 minutos. Distribuição: Apple TV.

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