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CARTAS DE IWO JIMA

Em 2005 o cineasta Clint Eastwood assumiu um projeto duplo: contar a história do confronto entre soldados americanos e japoneses na chamada Guerra do Pacífico, durante a Segunda Guerra Mundial. Eastwood decidiu retratar o mesmo conflito a partir de dois pontos de vista diferentes. Em A Conquista da Honra acompanhamos a trama do lado americano. Neste Cartas de Iwo Jima o foco é o lado japonês. Diretor de estilo econômico e adepto da narrativa clássica, Eastwood optou por filmar em preto e branco acinzentado, magnificamente fotografado por Tom Stern, e manter os diálogos dos protagonistas japoneses no original. Enquanto o outro filme lidava com a construção de uma imagem, aqui estamos diante de um libelo anti-guerra. O General Tadamichi Kuribayashi (Ken Watanabe), dono de uma força de vontade incomum e conhecedor de táticas de combate sem precedentes, é designado para defender seu país contra as forças invasoras do inimigo na inóspita ilha vulcânica de Iwo Jima. O filme tem um clima de fatalidade anunciada, mas isso não impede, em momento algum, que nos envolvamos com a história. Eastwood, de maneira sutil, mistura a admiração de Kuribayashi pelos Estados Unidos com o drama que ele enfrenta por conta da missão que recebe. Bastam algumas poucas lembranças e planos para estabelecer o conflito vivido pela personagem. Um conselho: o ideal é ver A Conquista da Honra antes de Cartas de Iwo Jima.
CARTAS DE IWO JIMA (Letters from Iwo Jima – EUA 2006). Direção: Clint Eastwood. Elenco: Ken Watanabe, Kazunari Ninomiya, Tsuyoshi Ihara, Ryo Kase, Shidou Nakamura e Nae Yuki. Duração: 140 minutos. Distribuição: Warner.

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3 respostas

  1. A cor de Cartas para Iwo Jima é uma elegância à parte no filme. Não chega a ser um branco e preto puro e sim uma tonalidade vulcânica que passeia entre tons de cinza, feito corpos cremados, por assim dizer. Impressiona os olhos.

  2. Adorei a maneira como Clint Eastwood dirigiu os atores japoneses, dando-lhes liberdade para tornarem seus personagens verossímeis segundo a cultura japonesa, etc. A escolha dos atores japoneses foi primorosa, também. Além do fantástico Ken Watanabe, já conhecido no Ocidente, houve outros atores muito bons, mas só conhecidos no mercado interno (que inclui também os países do Oriente).

  3. Ai ai ai… mais um daqueles filme que preciso rever-com-outro-espírito. Preconceituosamente considero o cinema de Eastwood bipolar (também vejo Spielberg assim, mas isso é assunto para outro post) e esse seria um filme de “tom menor” (!?); somado a isso, o mote WW2 me cansa de vez em quando. Já sei, vou revê-lo quando “tiver saudades” do assunto!

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