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AMÉM

O grego Costa-Gavras tem uma extensa carreira marcada por filmes políticos que sempre tocaram ou abriram feridas. Amém, que ele dirigiu em 2002, trata do silêncio do Vaticano em relação ao extermínio de judeus pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. O roteiro, escrito pelo próprio diretor, junto com Jean-Claude Grumberg, se baseia na peça de Rolf Hochhuth. O impacto dessa premissa já começa na forte imagem que ilustra o cartaz do filme, onde se vê uma suástica que se mistura com uma cruz. A história se concentra na relação que se estabelece entre Kurt Gerstein (Ulrich Tukur), um tenente da SS movido pela culpa de ter criado um gás mortífero, e o padre Riccardo Fontana (Mathieu Kassovitz). Os dois tentam alertar a cúpula da Igreja Católica munidos de farto material. Porém, apesar do depoimento de Gerstein e dos documentos apresentados, as coisas não se desenrolam com facilidade. E aí reside a força da narrativa de Costa-Gavras. Amém não “toma partido”. Ele deixa que nós, espectadores, tomemos a decisão final. E nos municia com farto material. Por fim, questões mais profundas ainda terminam por vir à tona. E isso faz toda a diferença.

AMÉM (Amen – Alemanha/França 2002). Direção: Costa-Gavras. Elenco: Ulrich Tukur, Mathieu Kassovitz, Marcel Iures, Ulrich Mühe e Michel Duchaussoy. Duração: 130 minutos. Distribuição: Califórnia Filmes.

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