O diretor norte-americano Francis Lawrence começou a trabalhar com audiovisual em meados dos anos 1990 dirigindo vídeos musicais. Em 2005 ele estreou na direção de um longa, Constantine, estrelado por Keanu Reeves. Dois anos depois dirigiu Will Smith na refilmagem de Eu Sou a Lenda, e a partir de 2013 ficou mais conhecido por dirigir filmes da franquia Jogos Vorazes. E chegamos então a este A Longa Marcha, de 2025, adaptado por JT Mollner e tendo por base o romance homônimo de Stephen King, publicado em 1979 com o pseudônimo de Richard Bachman. Temos aqui uma história de suspense psicológico que se passa nos anos 1970, em uma realidade distópica, onde vemos os Estados Unidos sob um rigoroso regime autoritário. Nesse contexto existe uma dura e mortal competição onde 50 jovens caminham sem trégua por um percurso de mais de 500 quilômetros. Existem regras rígidas que se não forem obedecidas resultam em ações drásticas. O vencedor será aquele que chegar vivo ao final da prova e com isso terá um desejo concedido pelo resto da vida. Você pode perguntar: qual é a graça de acompanhar um filme onde só vemos jovens caminhando o tempo inteiro? Pensei a mesma coisa quando assisti ao trailer. Para minha surpresa, essa caminhada quase sem fim, ao contrário do que poderíamos esperar, dá agilidade à narrativa e o diretor tira bom proveito da situação. Além disso, o elenco ajuda muito em nosso envolvimento na trama, especialmente Cooper Hoffman e David Jonsson, que interpretam Ray Garraty e Peter McVries.
A LONGA MARCHA (The Long Walk – EUA 2025). Direção: Francis Lawrence. Elenco: Cooper Hoffman, David Jonsson, Garrett Wareing, Tut Nyuot, Charlie Plummer, Ben Wang, Jordan Gonzalez, Joshua Odjick, Judy Greer e Mark Hamill. Duração: 108 minutos. Distribuição: Paris Filmes.







