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FEBRE DA SELVA

A filmografia do cineasta americano Spike Lee sempre procurou discutir a questão racial. Algumas vezes, sem muito brilho. Outras, de maneira inspirada. Como é o caso de Febre da Selva, que ele escreveu e dirigiu em 1991. Lee ainda desfrutava de prestígio por conta do sucesso de crítica e público obtido com Faça a Coisa Certa, de 1989. Apesar do fracasso de Mais e Melhores Blues, de 1990, a expectativa era muito grande em relação ao novo trabalho do diretor e Febre da Selva não decepciona. A trama nos apresenta um casado e bem-sucedido arquiteto, Flipper Purify, vivido por Wesley Snipes, que se envolve com sua secretária, Angie Tucci, papel de Annabella Sciorra. Até aí, nada demais. O problema surge por causa da cor de sua pele. Ele é negro. Sua amante é branca e filha de italianos. Na prática, Lee nos mostra representantes de duas minorias e nem essa situação comum a ambos diminui o preconceito que eles enfrentam. Há também outros temas familiares que são trazidos à tona. Febre da Selva talvez seja o melhor trabalho do diretor a lidar com a questão racial e ele o faz com o auxílio de um elenco em estado de graça e o suporte de uma bela trilha sonora.
FEBRE DA SELVA (Jungle Fever – EUA 1991). Direção: Spike Lee. Elenco: Wesley Snipes, Annabella Sciorra, Ossie Davis, Ruby Dee, Spike Lee, Samuel L. Jackson, Lonette McKee, John Turturro, Anthony Quinn, Tim Robbins e Brad Dourif. Duração: 132 minutos. Distribuição: Universal.

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