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A NOITE DO DIA 12

O roteirista e diretor Dominik Moll nasceu na Alemanha, mas se radicou na França, onde estudou Cinema e iniciou sua carreira no audiovisual em 1987. A Noite do Dia 12, seu sétimo longa, teve o roteiro escrito por ele próprio, ao lado de Gilles Marchand, a partir da obra homônima de Pauline Guena. Temos aqui um suspense que gira em torno de uma investigação policial. Apesar de já nos letreiros de abertura o diretor antecipar o desfecho da história, a maneira como ele conduz sua narrativa nos envolve por inteiro. Tudo começa quando o novo investigador de polícia Yohan Vivès (Bastien Bouillon) assume o chocante caso da jovem Clara Royer (Lula Cotton-Frapier) que foi brutalmente assassinada em um estúpido feminicídio. Como bem observa Nanie (Pauline Serieys), sua amiga foi morta por ser uma mulher. Ao longo da análise do local do crime e da coleta de depoimentos de pessoas que tiveram contato com a vítima, mergulhamos em uma espiral de suspeitos e pistas que parecem não levar a lugar algum. Moll nos coloca junto de Yohan à medida que vamos descobrindo junto com ele elementos que podem ajudar na captura do culpado. Esse tipo de envolvimento não é fácil de se conseguir. Ainda mais em se tratando de um filme que, como já escrevi no início da resenha, diz logo como será o desfecho. Mérito do roteiro e, principalmente, do diretor. Em tempo: A Noite do Dia 12 foi o grande vencedor do Cesar 2023 onde saiu premiado nas categorias de melhor filme, diretor e roteiro adaptado. 

A NOITE DO DIA 12 (La Nuit du 12 – França 2023). Direção: Dominik Moll. Elenco: Bastien Bouillon, Bouli Lanners, Johann Dionnet, Thibaut Evrard, Julien Frison, Pauline Serieys, Paul Jeanson, Mouna Soualem e Lula Cotton-Frapier. Duração: 114 minutos. Distribuição: Pandora Filmes.

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