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1975: O ANO DO COLAPSO

2025 foi um ano intenso para o produtor, roteirista e diretor Morgan Neville. Foram quatro trabalhos produzidos e dois deles também dirigidos por ele. Além do revelador documentário Paul McCartney: Homem em Fuga, Neville realizou simultaneamente este 1975: O Ano do Colapso. O foco aqui é a Hollywood daquele ano. Temos aqui um ensaio sobre os filmes lançados pelos estúdios norte-americanos durante aquele período, mas não só isso. Eric Rohmer disse certa vez que todo filme é um documento de sua época. O que vemos em 1975: O Ano do Colapso corrobora a afirmação do cineasta francês. Narrado pela atriz Jodie Foster, intimamente ligada àquele ano por conta da produção de Taxi Driver, temos depoimentos de nomes como Ellen Burstyn, Martin Scorsese, Albert Brooks, Josh Brolin, Oliver Stone, Patton Oswalt, Seth Rogen, além de jornalistas, historiadores, roteiristas e críticos de cinema, sem contar um farto material de arquivo que resgata momentos marcantes da política e do cotidiano dos Estados Unidos. Muitos consideram a primeira metade dos anos 1970 como a mais madura da história de Hollywood, pois os cineastas de então abordavam questões as mais complexas e contundentes possíveis em seus filmes. E o público parecia reagir bem ao que via. Mas 1975 foi também, como o título anuncia, um ano de colapso, de ruptura. Especialmente social, o que resultou em uma drástica mudança na maneira como os estúdios passaram a “vender” seus produtos. Está tudo lá e mesmo mais de 50 anos depois a história teima em se repetir.

1975: O ANO DO COLAPSO (Breakdown: 1975 – EUA 2025). Direção: Morgan Neville. Documentário. Duração: 92 minutos. Distribuição: Netflix.

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