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CINEMARDEN VAI AO OSCAR

WHITE GOD

Quando se fala em cinema húngaro, três grandes cineastas se destacam: Miklós Jancsó, István Szabó e Béla Tarr. Nos últimos anos, dois outros nomes também ganharam destaque: László Nemes, que em 2016 ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro por O Filho de Saul, e Kornél Mundruczó, por este White God. Ator, roteirista e diretor, Mundruczó iniciou sua carreira na TV, em 1996. Formado pela Academia de Cinema e Artes Dramáticas da Hungria, ao longo dos anos seguintes ele esteve envolvido em diversas produções para televisão, teatro e cinema. White God (não sei a razão de este filme ter o título nacional em inglês, ao invés de “Deus Branco”), é seu quarto longa para cinema e foi premiado no Festival de Cannes de 2014. O roteiro, escrito pelo próprio diretor, junto com Viktória Petrányi e Kata Wéber, conta uma história que provoca grande inquietação. A ação se passa em uma sociedade distópica onde é cobrada uma taxa especial daqueles que criam cães. Lili (Zsófia Psotta), é uma garota de 13 anos que teve Hagen, seu cachorro de estimação, abandonado na rua por seu insensível pai. A partir daí, acompanhamos tanto a tentativa de Lili para resgatar seu cão, como também a rotina do animal nas ruas de Budapeste. White God é um filme forte, com cenas pesadas, chocantes e incômodas. Daquele tipo que fica com a gente depois que os créditos finais sobem.

WHITE GOD (Fehér Isten – Hungria 2014). Direção: Kornél Mundruczó. Elenco: Zsófia Psotta, Sándor Zsótér, Lili Horváth, Szabolcs Thuróczy e Lili Monori. Duração: 119 minutos. Distribuição: Imovision.

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