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CINEMARDEN VAI AO OSCAR

PARANORMAN

A primeira coisa que chama atenção em ParaNorman é que se trata de uma animação que utiliza o processo de stop motion, uma das técnicas mais antigas, que filma os objetos quadro a quadro. Depois que o filme acaba, fica claro que ele não poderia ter sido feito de outra maneira. Afinal, ParaNorman presta homenagem aos clássicos do cinema de terror e possui um profundo senso nostálgico. Dirigido pela dupla Chris Butler e Sam Fell, o filme é um primor narrativo. Butler trabalhou com Tim Burton em A Noiva Cadáver e com Henry Selick em Coraline e o Mundo Secreto. É dele o roteiro. Fell foi um dos diretores de Por Água Abaixo, dos estúdios Aardman, um dos expoentes na utilização do stop motion, assim como os estúdios Laika, produtor de ParaNorman e Coraline.  O trocadilho do título já é um achado. Norman é um garoto que tem o dom de ver e conversar com os mortos. Claro que ninguém acredita nele. Nem em casa e muito menos na escola. Certo dia, o tio dele fala sobre um importante ritual que acontece todos os anos na cidade que tem como objetivo proteger todos de uma maldição lançada por uma bruxa no passado. ParaNorman tem aquela qualidade rara de dialogar com diferentes públicos. No caso, é um filme que dá medo e empolgação às crianças, ao mesmo tempo em que agrada e diverte os adultos. E ainda trata de uma série de questões atuais como bullying, por exemplo. Parece muita coisa para uma animação, mas, o corajoso Norman tira tudo de letra.
PARANORMAN (ParaNorman – EUA 2012). Direção: Chris Butler e Sam Fell. Animação. Duração: 93 minutos. Distribuição: Universal.

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