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ORION E O ESCURO

Parafraseando a letra da canção Comida, dos Titãs, eu poderia perguntar para o menino da animação Orion e o Escuro, “você tem medo de quê?”. Dirigido por Sean Charmatz, em sua estreia em longas, a partir de um roteiro de Charlie Kaufman (sim, aquele mesmo roteirista de filmes “esquisitos” como Quero Ser John Malkovich, Adaptação e Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças), por sua vez adaptado do livro homônimo de Emma Yarlett, temos aqui uma história que nos apresenta o garoto do título e seu maior medo. Mas se esse fosse o único, não seria difícil de resolver. No entanto, Orion é um poço de medos. Pense em qualquer coisa e ele terá medo disso. Sabemos que, psicologicamente falando, ser natural e até saudável sentirmos medo. Afinal, isso serve para ativar nossa prudência diante dos obstáculos ou perigos que teremos que enfrentar. A abordagem que vemos em Orion e o Escuro é bastante feliz ao desenvolver uma mitologia própria que faz uso de elementos conhecidos e rotineiros para defender seu ponto de vista. Em uma noite de apagão, a entidade Escuro aparece para Orion informado por tanta gente, especialmente ele, ter tanto medo e até mesmo ódio dele. A viagem que acompanhamos a partir daí faz com que nós, junto com Orion, encaremos os medos que tivemos e ainda temos. Essa jornada vem carregada de beleza e poesia, pois evidencia algo que está sempre à nossa frente, mas muitas vezes simplesmente não enxergamos. Ou pior, recusamos enxergar. Em tempo: É impagável o curta de apresentação do Escuro. Ainda mais por conta de quem faz a narração.

ORION E O ESCURO (Orion and the Dark – EUA 2024). Direção: Sean Charmatz. Animação. Duração: 93 minutos. Distribuição: Netflix.

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