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MISSISSIPI EM CHAMAS

Sem maiores rodeios, Mississipi em Chamas começa mostrando dois bebedouros bem diferentes. Um para “brancos” e outro para pessoas “de cor”. Depois, vemos três ativistas defensores dos direitos civis sendo emboscados em uma estrada. O sumiço deles provoca uma das maiores investigações da história dos Estados Unidos. Dois agentes do FBI são designados para conduzir os trabalhos: Alan Ward (Willem Dafoe) e Rupert Anderson (Gene Hackman). O primeiro só age de acordo com o manual de instruções. O segundo, mais pragmático, costuma seguir seu instinto. Junte preconceito racial, fanatismo religioso, estagnação econômica e atraso cultural em um mesmo caldeirão. Este é o cenário tenso e explosivo de Mississipi em Chamas, filme dirigido pelo inglês Alan Parker. O roteiro de Chris Gerolmo, inspirado em fatos reais ocorridos na primeira metade dos anos 1960, não deixa espaço para amenidades. Tudo é seco e direto. Quente e sufocante. Sem embromações e sem máscaras. A vigorosa direção de Parker e o desempenho soberbo de todo o elenco, fazem deste filme um dos mais contundentes a discutir a questão racial no cinema americano. Em uma palavra: imperdível.
MISSISSIPI EM CHAMAS (Mississipi Burning – EUA 1988). Direção: Alan Parker. Elenco: Gene Hackman, Willem Dafoe, Frances McDormand, Brad Dourif, R. Lee Ermey, Gailard Sartain, Stephen Tobolowsky, Michael Rooker e Kevin Dunn. Duração: 127 minutos. Distribuição: Fox/Obras-Primas do Cinema.

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