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CINEMARDEN VAI AO OSCAR

O TESTAMENTO DE ANN LEE

A atriz, roteirista, produtora e diretora norueguesa Mona Fastvold tem atuado em muitas frentes desde o início de sua carreira no audiovisual, em 1997. Seu nome ganhou mais destaque a partir de 2015, quando iniciou uma parceria com Brady Corbet, seu companheiro, dividindo com ele roteiro e produção de filmes como o premiado O Brutalista, de 2024. Já no ano seguinte, Fastvold dirigiu este O Testamento de Ann Lee. O roteiro, escrito ao lado de Corbet, se inspira na vida da líder religiosa fundadora do movimento Shaker, que depois recebeu o nome de Sociedade Unida de Crentes na Segunda Vinda de Cristo. À frente do elenco, Amanda Seyfried dá vida à personagem-título em um trabalho de interpretação bem diferente daqueles que nos acostumamos a vê-la. A diretora não busca um caminho fácil para esta cinebiografia. Temos aqui uma obra ousada, com tudo o que o termo carrega de significado, ao misturar o drama real de Ann Lee com números musicais e nenhum pudor em retratar a sociedade da época e triste condição das mulheres naquele contexto fortemente patriarcal e misógino. Não espere encontrar beleza e alento. Trata-se de um filme bastante divisivo. Ou você “compra” a proposta da diretora e embarca nessa viagem ou corre o risco de sair revoltado com o que é mostrado ao longo da projeção.

O TESTAMENTO DE ANN LEE (The Testament of Ann Lee – EUA/Inglaterra 2025). Direção: Mona Fastvold. Elenco: Amanda Seyfried, Lewis Pullman, Tim Blake Nelson, Christopher Abbott, Thomasin McKenzie, Shannon Woodward, Stacy Martin e Matthew Beard. Duração: 130 minutos. Distribuição: Walt Disney Pictures

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