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RAFIKI

Não é todo dia que temos à nossa disposição um filme feito no Quênia e dirigido por uma queniana. É o caso de Rafiki, escrito pela diretora Wanuri Kahiu, junto com Jenna Cato Bass, a partir do conto Jambula Tree, de Monica Arac de Nyeko. A história gira em torno das jovens Kena (Samantha Mugatsia) e Ziki (Sheila Munyiva). Ambas são filhas de famílias rivais na política, mas isso não as impede de se tornarem amigas. Os problemas começam de verdade quando elas se dão conta de que o afeto que sentem uma pela outra é mais do que amizade. E isso entra em choque com o conservadorismo da comunidade onde vivem. Wanuri Kahiu iniciou sua carreira, em 2003, como operadora de som. Logo depois, já operou câmera e passou a produzir e dirigir curtas. A estreia em longas ocorreu em 2009. Rafiki é seu segundo filme e conquistou quase 20 prêmios ao redor do mundo. O filme não teve sua exibição comercial no Quênia, uma vez que o país condena relações homoafetivas. Kahiu constrói sua narrativa com delicadeza e, ao mesmo tempo, bastante ousadia ao mostrar o comportamento dos jovens que vivem em Nairóbi. Uma curiosidade: o título, em suaíli, significa “amigo”, no sentido de que em uma sociedade intolerante, esse tipo de “amizade” precisa se disfarçar de platônica.

RAFIKI (Quênia 2018). Direção: Wanuri Kahiu. Elenco: Samantha Mugatsia, Sheila Munyiva, Jimmi Gathu, Nini Wacera, Dennis Musyoka e Patricia Amira. Duração: 83 minutos. Distribuição: Olhar Distribuição/Telecine Play.

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