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OS SONHADORES

O poeta, roteirista e diretor italiano Bernardo Bertolucci é apaixonado pela vida, pelas relações humanas e pelo cinema. Ao ler o romance de Gilbert Adair (que também escreveu o roteiro), ele encontrou uma obra que reúne todas essas paixões em um só lugar. Os Sonhadores conta uma história que se passa em Paris, em 1968. Mais precisamente, na primavera daquele ano. Um período de grande agitação cultural e mudanças sociais. Somos apresentados a Matthew (Michael Pitt), Isabelle (Eva Green) e Theo (Louis Garrel). O primeiro é um estudante americano que vai todos os dias à Cinemateca. Lá, ele conhece os outros dois, que são gêmeos. Uma forte atração se estabelece entre os três e Michael vai morar na casa dos irmãos. Bertolucci aproveita para homenagear o cinema em geral, e a Nouvelle Vague, em particular. Além de realizar um belíssimo plano-sequência (tomada sem cortes) e da sutil referência ao filme O Encouraçado Potemkin, na cena final. Sem contar a estupenda trilha sonora. Na época de seu lançamento, alguns críticos apressados e desatentos chamaram Os Sonhadores de uma versão adolescente de O Último Tango em Paris. Isso demonstra, além de uma preguiça mental crônica, uma total falta de sensibilidade. Bertolucci, como grande artista que é, visita um momento histórico de profunda importância e poeticamente lida com inúmeras questões sociais, políticas e comportamentais sem nunca perder o foco no humano. Ele faz parte do time que acredita que o cinema pode mudar o mundo porque ele muda as pessoas.
OS SONHADORES (The Dreamers – França/Inglaterra/Itália 2003). Direção: Bernardo Bertolucci. Elenco: Michael Pitt, Eva Green, Louis Garrel, Anna Chancellor, Robin Renucci e Jean-Pierre Léaud. Duração: 115 minutos. Distribuição: Fox.

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2 respostas

  1. É meus filmes favoritos. Os Sonhadores é uma história interessante e cativante amor diretamente ligada ao contexto político-cultural aconteceu na primavera de ’68 tumultos na cidade de Paris, capturando perfeitamente cenários e ambientes. Uma fita sedutor, com um grande elenco sobre todos os atores de cinema Eva Green (Isabelle) e Louis Gardel (Theo), surpreso com a simplicidade e graça encarnado quando alguns personagens e complexo coloridas, como Michael Pitt, que, completando o trio, e ao abrigo de um apático, alucinado enquanto aparentemente atira trabalho com interpretação meticuloso, embora às vezes um pouco inútil. No geral, é um drama de amor cheio de ideais e descobertas que adora o cinema.

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