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CINEMARDEN VAI AO OSCAR

GLÓRIA

Quando se fala em John Cassavetes, a maioria das pessoas lembra dele como um dos prisioneiros de Os Doze Condenados ou como o marido de Mia Farrow em O Bebê de Rosemary. Além dos trabalhos como ator, Cassavetes é dono de uma invejável filmografia como diretor. Considerado por muitos estudiosos o pai do moderno cinema independente americano, ele realizou 12 longas entre 1959 e 1986. Glória, que ele escreveu e dirigiu em 1980, é seu décimo trabalho atrás das câmaras. Estrelado pela atriz Gena Rowlands, com quem o diretor foi casado por 35 anos, ela vive uma mulher que passa a proteger Phil (John Adames), um garoto de seis anos que tem os pais mortos pela máfia. Ao longo de toda a história do cinema tivemos poucos papéis de mulheres fortes. Glória é uma exceção. E a maneira como Rowlands a interpreta, não só impressiona pela coragem como também pela delicadeza. Cassavetes, depois algum tempo filmando em Los Angeles, volta à sua Nova York natal. E este reencontro propicia uma abordagem vigorosa em sua narrativa, o que fez de Glória a obra mais bem sucedido financeiramente da carreira do cineasta. Apesar de ser um filme de ação, é possível perceber também o caráter intimista e o estilo econômico do diretor. Em tempo: existe uma outra versão desta história, dirigida em 1999 por Sidney Lumet e com Sharon Stone no papel-título.

GLÓRIA (Gloria – EUA 1980). Direção: John Cassavetes. Elenco: Gena Rowlands, John Adames, Julie Carmen, Tony Knesich, Gregory Cleghorne, Buck Henry, Tom Noonan e Julie Carmen. Duração: 123 minutos. Distribuição: Versátil.

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