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O ESPÍRITO DA COLMÉIA

O espanhol Victor Erice estudou Direito e Ciência Política antes de se envolver com o Cinema. Sua carreira atrás das câmaras teve início em 1963 com o média-metragem Os Dias Perdidos. Mas foi somente dez anos depois, quando dirigiu O Espírito da Colméia, que se deu sua estreia em longas. Com roteiro do próprio Erice, a trama mistura horror e política em um contexto de inocência infantil. Acompanhamos duas crianças, Ana (Ana Torrent) e Isabel (Isabel Tellería), nos anos 1940. Elas são irmãs e após assistirem ao filme Frankenstein, de James Whale, ficam bastante impressionadas com a história e com o monstro. Uma delas desaparece, o que faz com que a obsessão da outra em torno da criação de Mary Shelley aumente mais ainda. Erice trata tudo de maneira simbólica e poética e realiza uma obra original, criativa e de grande sensibilidade. E o melhor, não é um filme hermético. Apesar dos simbolismos, a narrativa adotada pelo diretor é direta e sem complicações. No que conta com a inestimável ajuda da bela fotografia de Luis Cuadrado.
O ESPÍRITO DA COLMÉIA (El Espiritu de la Colmena – Espanha 1973). Direção: Victor Erice. Elenco: Fernando Fernán Gomez, Ana Torrent, Teresa Gimpera, Isabel Tellería e Ketty de la Cámara. Duração: 97 minutos. Distribuição: Lume.

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