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DRIVE

O cineasta Nicolas Winding Refn nasceu em Copenhague, na Dinamarca, mas, se criou em Nova York, nos Estados Unidos. Sua formação em Cinema ficou dividida entre os dois países. Ele começou seus estudos na American Academy of Dramatic Arts e os concluiu na Danish Film School. Inspirado pelos filmes de Martin Scorsese e Quentin Tarantino, ele escreveu e dirigiu Pusher e começou a chamar a atenção. Refn adorou os policiais americanos dos anos 1970 e Drive deve muito a eles. A partir do livro de James Sallis, o roteiro escrito por Hossein Amini conta a história de um piloto profissional (Ryan Gosling), que trabalha como dublê em cenas de perseguição de carros em Hollywood e também como motorista de assaltos. Ele vive sozinho, é um homem de poucas palavras e extremamente cool. Impossível imaginar um outro ator que não Gosling no papel do “motorista”, uma vez que a personagem não tem nome. Sua rotina muda por completo quando ele conhece Irene (Carey Mulligan), sua vizinha, que mora com o filho Benicio (Kaden Leos) e espera a volta do marido Standard (Oscar Isaac), que está preso. Drive é um filme climático e referencial. Em todos os sentidos. O roteiro, as personagens, a trilha sonora, os movimentos de câmara, os cenários, a fotografia, o figurino, a montagem. Tudo remete aos anos 1970. Drive também é carregado de violência e seu impacto é maior por ela surgir de quem e de onde menos se espera. Paradoxalmente, tem uma carga afetiva muito intensa, daquele tipo que tudo faz pelo bem da pessoa amada. Refn realiza uma obra que já nasce cult, seja pelas conexões que faz com um cinema que não existe mais, seja pela composição das personagens. E quando o filme acaba, dá vontade de vê-lo de novo.

DRIVE (Drive – EUA 2011). Direção: Nicolas Winding Refn. Elenco: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Bryan Cranston, Albert Brooks, Ron Perlman, Oscar Isaac, Kaden Leos e Christina Hendricks. Duração: 100 minutos. Distribuição: Imagem Filmes.

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3 respostas

  1. Impossível imaginar outro ator, tens razão. Como é igualmente impossível pensar em outra trilha, outra fotografia, outra direção, outro roteiro etc etc etc. Drive é desses filmes que já vemos no cinema com vontade de comprá-lo para rever em casa de quando em quando!

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