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DE TANTO BATER, MEU CORAÇÃO PAROU

O cineasta francês Jacques Audiard é conhecido no mundo todo como o diretor de O Profeta, realizado em 2009. Mas foi com De Tanto Bater, Meu Coração Parou, feito quatro anos antes, que ele se firmou como artista. O roteiro, escrito por Audiard, junto com Tonino Belacquista, se inspira no filme Fingers, do americano James Toback, produzido em 1978 e estrelado por Harvey Keitel. Aqui, somos apresentados a Tom (Romain Duris), um corretor de imóveis não muito correto que se vê aplicando golpes, seguindo os passos do pai. De repente, algo inesperado faz com ele vislumbre a chance de se tornar um grande pianista, a exemplo de sua mãe. Audiard, propositalmente, meio que divide o filme em dois. A primeira parte, sob a influência do pai, é mais acelerada, violenta, intensa. Quanto a música entra em cena e o desejo de tocar piano torna-se cada vez mais forte, o ritmo desacelera e tudo fica mais suave. Hábil diretor que é, Audiard conduz seu filme como uma peça musical. As cenas podem ser vistas como movimentos de um partitura. De Tanto Bater, Meu Coração Parou não é poético apenas no título, é uma obra madura, sutil e carregada de belas harmonias por parte de sua narrativa e de seus intérpretes.
DE TANTO BATER, MEU CORAÇÃO PAROU (De Battre Mon Coeur S’est Arrêté – França 2005). Direção: Jacques Audiard. Elenco: Romain Duris, Niels Arestrup, Jonathan Zaccai, Linh Dan Pham, Gilles Cohen, Aure Atika, Emmanuelle Devos e Anton Yakovlev. Duração: 108 minutos. Distribuição: VideoFilmes.

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