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CLUBE DA LUA

Juan José Campanella é um dos mais premiados diretores da nova geração de cineastas argentinos. Quando ele realizou O Mesmo Amor, A Mesma Chuva, em 1999, iniciou ali uma espécie de trilogia informal sobre a grande crise social e econômica que seu país viveu na década de 1990. Dois anos depois, veio a segunda parte, o estupendo O Filho da Noiva. E, em 2004, ele fechou a trilogia com Clube da Lua. Comparado com os anteriores, ele é, decididamente, o mais fraco. Mas isso não tira algumas de suas qualidades. Com roteiro escrito pelo próprio diretor, junto com Fernando Castets e Juan Pablo Domenech, temos outra vez Ricardo Darín à frente do elenco. Ele vive Román, um homem decidido a salvar o clube de seu bairro (existe uma razão bem pessoal para isso). Assim como nas outras obras do diretor, o clube do título é uma metáfora da situação enfrentada pela Argentina. Assumidamente nostálgico, Clube do Lua escorrega ao cair em clichês dicotômicos do tipo “a força do dinheiro” contra “o poder do sonho”. Ou mesmo “a tradição” contra “o progresso”. Isso gera situações que relativizam e reduzem conflitos que poderiam ter sido melhor explorados. Mas, como eu já disse, o filme tem algumas qualidades. A começar pelo fantástico elenco. E isso, no final, termina por se sobressair.

CLUBE DA LUA (Luna de Avellaneda – Argentina 2004). Direção: Juan José Campanella. Elenco: Ricardo Darín, Eduardo Blanco, Mercedes Morán, Valeria Bertucelli, Silvia Kutika, José Luis López Vázquez e Daniel Fanego. Duração: 143 minutos. Distribuição: Europa Filmes.

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