Em 1979 um filme ganhou as manchetes mundiais por conta de suas cenas de sexo e violência. Estou falando de Calígula, do italiano Tinto Brass, que gerou muita polêmica em decorrência de seus exageros visuais. Quase 45 anos depois temos este Calígula: O Corte Final, com pouco mais de 20 minutos adicionais e uma nova montagem, mais fiel ao roteiro escrito por Gore Vidal. A nova versão, devidamente restaurada, teve todo o processo conduzido por Thomas Negovan, que apesar de manter muito do material original, procurou expandir o contexto, digamos assim, mais histórico da complexa personagem retratada. E nesse quesito em particular é nítida a diferença na abordagem daquele que é conhecido como o mais insano, cruel e depravado dos imperadores romanos. A trama principal é a mesma. O ambicioso Calígula (Malcolm McDowell) assume o trono após matar Tibério (Peter O’Toole), seu avô adotivo. O que vemos a seguir é uma intensa sequência de decadência e corrupção potencializada pela mente deturpada do novo tirano de Roma. Em resumo: se você tiver visto o filme de 1979, adianto se tratar aqui de um novo filme. Caso não tenha visto, melhor ver apenas essa nova versão que é superior em muitos aspectos.
CALÍGULA: O CORTE FINAL (Caligula: The Ultimate Cut – EUA/Itália 1979/2023). Direção: Tinto Brass. Elenco: Malcolm McDowell, Helen Mirren, Peter O’Toole, Teresa Ann Savoy, John Gielgud, Guido Mannari, Mirella D’Angelo e Giancarlo Badessi. Duração: 178 minutos. Distribuição: A2 Filmes.







