O francês Jean-Pierre Améris trabalha com audiovisual desde 1988 e se divide entre trabalhos feitos para a televisão e o cinema. As Histórias de Meu Pai, de 2020, é seu 13º longa e tem por base o romance de Sorj Chalandon, adaptado pelo próprio diretor junto com Murielle Magellan. A ação se passa nos primeiros anos da década de 1960, em Lyon, na região central da França. É lá que Emile (Jules Lefebvre), um garoto de 12 anos, cresce ouvindo as incríveis façanhas e diferentes ocupações de André (Benoît Poelvoorde), seu pai. São feitos incríveis que o deixam fascinado e orgulhoso. Isso até o dia em que é convocado para ajudar numa importante missão de libertação da Argélia. Isso requererá de Emile fazer parte de uma tentativa de assassinato do presidente Charles De Gaulle. O que colocará não apenas ele, mas também um colega de escola, em perigo. Temos aqui um clássico exemplo de mitomania, porém, em um nível mais elevado, uma vez que envolve crianças. Améris não deixa de tocar fundo nessa ferida e mostra uma triste relação familiar que envolve loucura, admiração e negação. Apesar de ser apresentado como uma comédia dramática, As Histórias de Meu Pai está longe de ser engraçado. Muito pelo contrário.
AS HISTÓRIAS DE MEU PAI (Profession du Père – França 2020). Direção: Jean-Pierre Améris. Elenco: Benoît Poelvoorde, Audrey Dana, Jules Lefebvre, Tom Levy, Nicolas Bridet, Martine Schambacher, Jean-Michel Molé e Eric Verdin. Duração: 105 minutos. Distribuição: Pandora Filmes.







