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A VILA

Nem sempre é bom quando um artista chama muito a atenção em seus primeiros trabalhos. Quando o cineasta americano de origem indiana M. Night Shyamalan realizou O Sexto Sentido, em 1999, foi apontado como gênio e por conta da grande surpresa daquele filme, criou-se, a partir daí, uma enorme expectativa em relação aos seus trabalhos seguintes. De certa forma, Shyamalan, que é um diretor de muito talento, ficou estigmatizado. Não foi diferente com A Vila, lançado em 2004. Aqui, acompanhamos o dia-a-dia de uma pequena e isolada aldeia que vive sob a contínua ameaça de criaturas que habitam seus arredores. Existe uma espécie de pacto entre os aldeões e os seres estranhos que moram na floresta. Um dos jovens moradores da vila, Lucius Hunt (Joaquin Phoenix) decide explorar a região além da floresta e essa ação provoca uma ruptura no tênue acordo existente. Mais uma vez Shyamalan desenvolve sua história como uma parábola e faz de A Vila um espelho da sociedade americana. Munido de um elenco dos sonhos, o diretor-roteirista-ator (ele faz uma ponta no filme) discute, metaforicamente, a violência urbana e questões como segurança, relações familiares e choque de gerações. Shyamalan conduz sua trama com habilidade e sutileza e nos reserva boas “surpresas”, que funcionam muito bem, principalmente, se o espectador não criar expectativas grandes demais e esperar ver um novo O Sexto Sentido.
A VILA (The Village – EUA 2004). Direção: M. Night Shyamalan. Elenco: Joaquin Phoenix, Bryce Dallas Howard, Adrien Brody, William Hurt, Sigourney Weaver, Brendan Gleeson, Cherry Jones, Jayne Atkinson, Michael Pitt, Jesse Eisenberg, Judy Greer e Fran Kranz. Duração: 108 minutos. Distribuição: Buena Vista.

 

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6 respostas

  1. Digam o que quiserem, mas A Vila é uma obra-prima, tudo ali funciona, da trilha sonora ao elenco, da fotografia ao roteiro. Um adendo: expectativas, meus amigos, são um problema para qualquer filme, para qualquer obra, para qualquer pessoa, em qualquer tempo. Que sirva de lição para nós todos, que devemos aprender a apreciar uma obra, um evento, uma pessoa, por si só, sem comparações. Por isso hoje, quando estou predisposto a assistir um filme, evito críticas, notas, observações e até mesmo trailers.

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