A jornalista, ensaísta, escritora e roteirista norte-americana Joan Didion escreveu durante quase 60 anos nos principais veículos de imprensa dos Estados Unidos. Casada com o também jornalista e escritor John Gregory Dunne, o casal esteve junto por quatro décadas e a vida de ambos se torna, a partir daí, uma só. É essa história que o ator e diretor Griffin Dunne, sobrinho de John e Joan, nos conta no documentário Joan Didion: The Center Will Not Hold, produção da Netflix que poderia ter o subtítulo traduzido como “O Centro Não Aguentará”. A trajetória de Didion, que ao lado de nomes como Truman Capote, Hunter Thompson e Tom Wolfe, revolucionou o chamado novo jornalismo ou jornalismo literário em livros icônicos como O Álbum Branco, O Ano do Pensamento Mágico e Noites Azuis. A partir de uma longa entrevista feita pelo diretor com sua tia em 2017, aliado a depoimentos de pessoas que conviveram com ela e o marido, além de um farto material de arquivo, o documentário é, ao mesmo tempo, íntimo, pessoal, rico em informação e revelador da força e inteligência de uma mulher que entendeu o mundo em que viveu e soube nos mostrar e ajudar a compreendê-lo.
JOAN DIDION: THE CENTER WILL NOT HOLD (EUA 2017). Direção: Griffin Dunne. Documentário. Duração: 94 minutos. Distribuição: Netflix.







