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TODOS NÓS DESCONHECIDOS

Em pouco mais de duas décadas de carreira o roteirista, produtor e diretor inglês Andrew Scott ganhou notoriedade a partir de 2014. Foi nesse ano que estreou a série Looking, que ele dirigiu e escreveu parte dos roteiros. No ano seguinte, ao escrever e dirigir 45 Anos, viu Charlotte Rampling, receber uma indicação ao Oscar de melhor atriz. A partir daí, Haigh tornou-se, como se diz, “bancável”, e teve condições de realizar obras mais ousadas como Todos Nós Desconhecidos, de 2023. O filme se concentra especialmente na personagem de Adam (Andrew Scott), um roteirista que certa noite conhece Harry (Paul Mescal), um vizinho do prédio onde mora. Paralelo a isso, Adam reencontra seu pai (Jamie Bell) e sua mãe (Claire Foy), que morreram quando ele tinha 12 anos de idade. O elemento, digamos assim, sobrenatural apresentado aqui funciona para enriquecer a trama e gera uma série de especulações sobre seu significado. Reside aí a principal força de Todos Nós Desconhecidos. Trata-se de um filme que permite diversas interpretações e ouso dizer todas elas corretas. A depender do repertório de quem as interpreta. O inteligente roteiro escrito por Haigh e Taichi Yamada é um primor de criatividade e sutileza. Daqueles que quando o filme acaba a gente fica procurando alguém que o tenha visto para conversar sobre ele. E isso é raro.

TODOS NÓS DESCONHECIDOS (All of Us Strangers – Inglaterra/EUA 2023). Direção: Andrew Haigh. Elenco: Andrew Scott, Paul Mescal, Jamie Bell e Claire Foy. Duração: 105 minutos. Distribuição: Walt Disney Pictures.

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