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CINEMARDEN VAI AO OSCAR

SPLENDOR

“Onde e quando?”. Pergunta Cocomero, crítico de cinema. “Como e por que?”. Responde Jordan, dono do cine Splendor. Os dois são amigos e sempre se cumprimentam assim antes de a sessão começar. Lançado quase que simultaneamente com Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatone, o filme Splendor, do também italiano Ettore Scola, não teve a mesma receptividade de público que seu conterrâneo. Ambos têm o amor ao cinema como tema principal. A diferença está na abordagem. Enquanto Paradiso é mais sentimental ao mostrar a amizade entre Alfredo e Totó, o filme de Scola, também autor do roteiro, é mais focado no amor à sétima arte. Tanto no aspecto físico (o lugar onde os filmes são projetados), como no aspecto metafísico (a força da arte cinematográfica). Jordan (Marcello Mastroianni) tem uma ligação de vida com o Splendor. Ele, junto com o projecionista Luigi (Massimo Troisi) e a assistente Chantale (Marina Vlady), mantém acesa a paixão pelo cinema. Apesar da constante diminuição do público que frequenta a sala. Scola faz aqui uma homenagem aos filmes que marcaram sua vida. Além disso, Splendor é uma das mais belas declarações de amor ao cinema. Sem contar que não é todo dia que é possível ver Mastroianni e Troisi, dois dos maiores atores italianos de todos os tempos, juntos em um mesmo trabalho.

SPLENDOR (Splendor – Itália/França 1989). Direção: Ettore Scola. Elenco: Marcello Mastroianni, Massimo Troisi, Marina Vlady, Paolo Panelli, Giacomo Piperno, Mauro Bosco e Ferruccio Castronuovo. Duração: 110 minutos. Distribuição: Vintage Films.

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