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SOBERBA

Muitas vezes, na carreira de um cineasta, fazer o primeiro filme não é o mais difícil. Os problemas costumam surgir a partir do segundo filme. Principalmente quando o trabalho de estreia não rende o esperado. Foi o que aconteceu com Orson Welles. Ele, que se tornou o garoto-prodígio de Hollywood após ganhar fama, em 1938, com a leitura dramática no rádio do livro Guerra dos Mundos, de H. G. Welles. Isto o levou para os estúdios da RKO, que lhe deu liberdade total para realizar Cidadão Kane, em 1941. A recepção, tanto da crítica como do público foi, para dizer o mínimo, morna. O contrato de Welles com a RKO previa um total de quatro filmes. Após o fracasso de Kane, dois projetos foram abandonados e ficou apenas Soberba. O roteiro, escrito pelo próprio Welles, adaptou o romance de Booth Tarkington e conta a história da família Amberson do auge à decadência. A produção de Soberba foi bastante conturbada. A RKO tirou o filme das mãos de Welles e o entregou ao montador Robert Wise, que filmou algumas cenas adicionais e finalizou o trabalho. Apesar disso, há muito de Welles em Soberba, há muito de Cidadão Kane aqui, neste filme que segue a evolução natural de um artista.

SOBERBA (The Magnificent Ambersons – EUA 1942). Direção: Orson Welles. Elenco: Joseph Cotten, Dolores Costello, Anne Baxter, Tim Holt e Agnes Moorehead. Duração: 88 minutos. Distribuição: Versátil/Saraiva.

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