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PONTO FINAL: MATCH POINT

Woody Allen é um dos poucos cineastas em todo o mundo que dirige um filme por ano há 40 anos. Ele, que sempre filmou em sua querida Nova York, mudou de cidade pela primeira com este Ponto Final: Match Point, rodado em Londres, em 2005. Allen é um diretor culto. Dentre as muitas influências cinematográficas e literárias de sua obra, um autor russo é um de seus favoritos: Dostoievski, e em particular, seu livro Crime e Castigo. Ele já havia adaptado esta obra em Crimes e Pecados. Com Match Point ele volta ao mesmo tema, porém, com pequenas alterações e um elemento adicional: a sorte. No filme, Chris (Jonathan Rhys Meyers), um instrutor de tênis, conhece Chloe (Emily Mortimer), jovem de família rica, com quem inicia um namoro. A coisa se complica quando ele se apaixona por Nola (Scarlett Johansson), namorada de Tom (Matthew Goode), irmão de Chloe. Os dois se tornam amantes, até Nola engravidar. Mudar de ares fez muito bem ao cinema de Woody Allen. Match Point tem uma “pegada” diferente daquela que estamos acostumados. É visível o deslumbramento do diretor por Londres. A maneira como ele mostra a cidade é de pura paixão à primeira vista. O filme foi feito quando Allen estava com 70 anos. É vigoroso e carregado de um frescor de causar inveja a muitos diretores iniciantes.
PONTO FINAL: MATCH POINT (Match Point – Inglaterra 2005). Direção: Woody Allen. Elenco: Jonathan Rhys Meyers, Scarlett Johansson, Matthew Goode, Emily Mortimer, Brian Cox e Penelope Wilton. Duração: 123 minutos. Distribuição: PlayArte.

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Respostas de 5

  1. Match Point é um jogo esplêndido. Um dos melhores Woody Allens em décadas. Por vezes, é de tirar o fôlego do mais duro dos espectadores. Exemplo: a aliança, como um pêndulo na rede… imperdível!

  2. Rolling Stones, U2, Pedro Almodóvar e Woody Allen são quatro sumidades internacionais, com reconhecimento artísticos incontestes. E eu os acho muito chatos. Insuportavelmente pedantes. A ponto de não vi, nem ouvi, mas já não gostei – preconceito, assumo. Mas preciso dar o devido valor às suas obras. Ainda chegará o dia que passarei a limpo a filmografia do novaiorquino. Quanto aos outros três…

  3. O filme é muito bom e de quebra, qualquer coisa que contenha Scarlett Johansson (até comercial de perfume serve) já vale o ingresso, no caso hoje em dia o preço da locação.

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