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CINEMARDEN VAI AO OSCAR

PAIXÃO E SANGUE

O diretor austríaco Josef von Sternberg cresceu dividido entre duas cidades: Viena e Nova York. Após se fixar nos Estados Unidos começou a trabalhar com cinema em meados dos anos 1920 dirigindo obras que chamaram a atenção da crítica pela inventividade, mas, fracassaram junto ao público. Após dirigir sete longas, Sternberg teve seu primeiro grande sucesso com Paixão e Sangue, de 1927. Com roteiro de Robert N. Lee, Charles Furthman e Howard Hawks, escrito a partir de uma história original de Ben Hecht (premiada com o Oscar da categoria), nos conta a história de um gangster sentimental. Considerado por muitos estudiosos como precursor do film noir, a trama gira em torno de Bull Weed (George Bancroft), um criminoso que se envolve em um triângulo amoroso com o amigo advogado Rolls Royce Wensel (Clive Brooks) e a bela Feathers McCoy (Evelyn Brent). Paixão e Sangue enfrentou problemas com a censura, que o acusou de mostrar uma visão romântica do bandido. Isso não impediu o boca a boca de funcionar em seu favor. Sternberg sabia posicionar uma câmara e tirar o máximo proveito da iluminação em suas películas. O que faz aqui é simplesmente assombroso. Em tempo: três anos depois ele dirigiria na Alemanha o clássico O Anjo Azul, que revelou a icônica Marlene Dietrich.

PAIXÃO E SANGUE (Underworld – EUA 1927). Direção: Josef von Sternberg. Elenco: George Bancroft, Evelyn Brent, Clive Brook, Fred Kohler, Helen Lynch, Larry Semon e Jerry Mandy. Duração: 80 minutos. Distribuição: Paramount.

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