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O JUSTICEIRO (1947)

Elia Kazan nasceu na Turquia, filho de pais gregos. Quando tinha quatro anos de idade, sua família imigrou para os Estados Unidos. Kazan primeiro trabalhou como ator de teatro. Depois, passou para a direção de peças. O cinema surge em sua vida no início da década de 1940. O Justiceiro, de 1947, é seu terceiro longa. Realizado no mesmo ano em que ele fundou o Actors Studio, escola que desenvolveu o chamado “Método” de interpretação e revelou James Dean, Eli Wallach, Marlon Brando, Karl Malden e Montgomery Cliff. O Justiceiro é um filme noir e teve seu roteiro escrito por Richard Murphy, a partir de um artigo de autoria de Anthony Abbot, pseudônimo de Fulton Oursler, publicado na revista Reader’s Digest. Tudo começa o assassinato de um padre. O crime deixa a cidade inteira abalada e sedenta por justiça. Entra em cena o promotor Henry Harvey (Dana Andrews, perfeito no papel), o único que acredita na inocência do acusado. Kazan demonstra nesta pequena obra-prima que tem controle total sobre a narrativa que está conduzindo. Mesmo com uma duração tão enxuta de apenas 88 minutos, ele, com habilidade documental, nos envolve por completo em uma trama que tinha tudo para ser intricada. Porém, flui de maneira direta e realista. O Justiceiro é um tesouro que merece ser descoberto.

O JUSTICEIRO (Boomerang! – EUA 1947). Direção: Elia Kazan. Elenco: Dana Andrews, Jane Wyatt, Lee J. Cobb. Arthur Kennedy e Ed Begley. Duração: 88 minutos. Distribuição: Versátil.

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