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NA NATUREZA SELVAGEM

Baseado no livro homônimo do jornalista Jon Krakauer, Na Natureza Selvagem é inspirado na história real de Christopher Johnson McCandless (Emile Hirsch), um jovem recém-formado, de pouco mais de vinte anos, que abandona sua vida confortável e previsível para buscar a liberdade plena junto à natureza. Para tanto, ele inicia uma longa viagem ao Alasca selvagem com a intenção de atingir seu objetivo maior. Escrito e dirigido por Sean Penn, Na Natureza Selvagem é poético e fiel ao espírito do livro e ao espírito livre almejado por Alexander Supertramp, identidade criada por Christopher durante sua grande aventura. Em um filme como este, cuja personagem principal aparece em praticamente todas as cenas, era fundamental que o ator que a interpretasse fosse bem escolhido. E tanto o diretor, assim como nós, espectadores, tivemos a felicidade de acompanhar o belo e sensível desempenho de Emile Hirsch. Mas toda grande atuação nunca vem sozinha e nesse quesito, Na Natureza Selvagem tem um elenco coadjuvante soberbo, com destaque especial para William Hurt (o pai), Marcia Gay Harden (a mãe), Catherine Keener (Jan), Brian Dierker (Rainey) e principalmente, Hal Holbrook (Ron). Em seu quarto trabalho atrás das câmeras, Sean Penn se revela um artista completo. Ele esperou uma década até receber autorização da família McCandless para realizar o filme. Com mão firme, suas lentes capturam, seja nos planos abertos ou nos detalhes, toda a trajetória de experiências e descobertas vividas por Chris/Alex. Além disso, temos também a trilha sonora composta por Michael Brook, Kaki King e Eddie Vedder que enriquece o roteiro e interage de maneira harmoniosa com as imagens mostradas.
NA NATUREZA SELVAGEM (Into the Wild – EUA 2007). Direção: Sean Penn. Elenco: Emile Hirsch, Jena Malone, Catherine Keener, Brian Dierker, Hal Holbrook, Kristen Stewart, Marcia Gay Harden, Vince Vaughn, William Hurt e Zach Galifianakis. Duração: 148 minutos. Distribuição: Paramount.

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7 respostas

  1. É um filme extraordinário! Sean Penn, um dos melhores atores de sua geração, revela-se um diretor melhor e melhor a cada novo filme que dirige. Emile Hirsch conduz um protagonista cheio de humanidade mas, aqui, divido o melhor momento do elenco: quando a personagem vivida por William Hurt, pai de Hirsch no filme, recebe uma inesperada notícia. Ele sai de casa e, na rua, cambaleando, segura as pernas da própria calça e se ajoelha, imerso na tristeza. E tudo é silêncio. GENIAL! Marden tem razão: Sean Penn soube, como poucos, escolher os seus atores.

  2. Dentro de minhas pretensões cinematográficas reconheço, humildemente, que nunca conseguirei alcançar o resultado da equação de Sean Penn com esse filme. Arrebatador, dono de um sentimento ímpar, independente de ser uma história real e ainda ser baseado num livro. Vi o filme, comprei o livro, li o livro, comprei o filme, e ainda adquiri a trilha sonora.

  3. Muto bom o filme. Li o livro assim como os outros do Krakauer (PELA BANDEIRA DO PARAÍSO, SOBRE HOMENS E MONTANHAS, NO AR RAREFEITO…) e gostaria que o AR RAREFEITO tivesse uma adaptação/direção/interpretação tão boas quanto esse.

    JOPZ

  4. Into the wild, check. Mais um filme da lista que você organizou pra mim aqui neste belíssimo blog, Marden, que eu consegui assistir =D Chorei igual a uma condenada e seu texto, pra ler depois do filme, foi tipo a sobremesa. Obrigada e beijão!

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