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LOLITA

O cineasta americano Stanley Kubrick nunca foi um diretor de fácil relacionamento. Dono de um gênio único e incontestável, ele se envolveu em dois grandes conflitos de idéias que terminaram por provocar seu autoexílio na Inglaterra. O primeiro com Kirk Douglas durante as filmagens de Spartacus e o segundo com Marlon Brando, que por causa da briga, assumiu a direção do faroeste A Face Oculta. Kubrick se mudou para Londres, de onde nunca mais saiu. Lolita, baseado no polêmico romance de Vladimir Nabokov, é o marco inicial dessa nova fase na qual ele passou a ter controle artístico absoluto sobre sua obra. O filme, assim como o livro, trata da paixão obsessiva de um homem maduro pela filha adolescente de sua esposa. No caso, o professor Humbert (James Mason), que se casa por conveniência com Charlotte (Shelley Winters), e se apaixona pela filha dela, Lolita (Sue Lyon). O problema maior é que a ninfeta também chama a atenção de outros homens. Kubrick, também autor do roteiro, ele próprio um obcecado perfeccionista, filma tudo com elegância e precisão. Cada cena e enquadramento são meticulosamente pensados e envolvem o espectador por completo, do começo ao fim. Se você nunca tiver assistido a um filme dirigido por Stanley Kubrick, Lolita é uma excelente porta de entrada para o universo desse genial mestre da Sétima Arte.
LOLITA (Lolita – Inglaterra 1962). Direção: Stanley Kubrick. Elenco: James Mason, Peter Sellers, Shelley Winters, Sue Lyon, Gary Cockrell, Lois Mawwell, Cec Linder e Shirley Douglas. Duração: 152 minutos. Distribuição: Warner.

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2 respostas

  1. A refilmagem de 25 anos depois, feita pelo inglês Adrian Lyne, não faz feio, muito pelo contrário. Mas é mérito da história que está sendo contada. E talvez, em casos como esse, seja injusto chamar de “refilmagem”, mas uma nova versão sobre uma obra original. E isso conta, por fim, muito a favor de Stanley, que sempre fez questão de mostrar sua visão particular, seu viés estético, sobre a criação de outro. Está aí a sua originalidade. Um extra no casting de 62 é a partcipação de Peter Sellers, provando, mais uma vez, que quem é bom na comédia, é excelente no drama.

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