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GERTRUD

Última obra dirigida pelo dinamarquês Carl Theodor Dreyer, Gertrud funciona como uma espécie de síntese da filmografia de seu diretor. Ao longo de sua carreira de pouco mais de 50 anos, Dreyer desenvolveu um estilo rigoroso, único e marcante. Tão marcante que alguns chegaram a chamar de “Método Dreyer”. Econômico, preciso e impactante na condução de suas histórias, em Gertrud percebemos que este artista chegou à plenitude de uma maturidade que já estava presente em seu primeiro longa, O Presidente, de 1919. O roteiro do próprio diretor se baseia na peça teatral de Hjalmar Söderberg e apresenta a personagem título, vivida pela atriz Nina Pens Rode. Ela é uma mulher da aristocracia que, entediada com seu casamento, passa a se relacionar com outros homens. O apuro técnico de Dreyer se manifesta por inteiro em muitas das sequencias deste belíssimo filme-testamento, como a da imagem que ilustra esta resenha, por exemplo. E também na economia de cenas que esta obra tem, cerca de 90 apenas, quando a média costuma ser de quase o dobro disso. Dreyer ganhou, em 1965, o Prêmio da Crítica no Festival de Veneza por este trabalho.

GERTRUD (Gertrud – Dinamarca 1964). Direção: Carl Theodor Dreyer. Elenco: Nina Pens Rode, Bendt Rothe, Ebbe Rode, Baard Owe e Axel Strobye. Duração: 117 minutos. Distribuição: Versátil.

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