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ADEUS, LÊNIN!

Quando se fala em cinema alemão, a primeira imagem que vem à cabeça é a de dramas existenciais ou filmes impressionistas. Adeus, Lênin!, dirigido em 2003 por Wolfgang Becker, foi “vendido” como uma comédia. O inusitado do gênero criou uma grande expectativa no público. Seria possível existir uma comédia alemã? Sim. É possível. Adeus, Lênin! é uma comédia, mas, é bom que fique bem claro, não lembra em nada as comédias americanas atuais, carregadas de escatologia e moralismo. Nem segue a linha irônica e sarcástica das inglesas. Muito menos opta pelo pastelão das italianos. O filme é um misto de comédia de costumes, com um toque de cinema político e repleto de um profundo amor de um filho por sua mãe. A história começa na antiga Alemanha Oriental, pouco antes da queda do muro de Berlim, portanto, no período pré-unificação com o lado ocidental. A mãe de Alex (Daniel Brühl), é uma defensora ferrenha dos ideais socialistas e entra em coma. Quando ela acorda, meses depois, as mudanças já estão em andamento. O médico diz ao filho que ela não poderá mais ter emoções fortes. Para protegê-la dessas “fortes emoções”, Alex recria uma realidade que não existe mais. A partir de seqüências e situações muito engraçadas, Becker discute as profundas transformações ocorridas em seu país. Com muito humor e inteligência, ele realiza um filme que talvez seja a melhor expressão em imagens do grande e incondicional amor de um filho por sua mãe. Para rir, refletir e se emocionar.
ADEUS, LÊNIN! (Good Bye, Lenin! – Alemanha 2003). Direção: Wolfgang Becker. Elenco: Daniel Brühl, Alexander Beyer, Burghart Kaussner, Katrin Sass, Chulpan Khamatova, Maria Simon e Florian Lukas. Duração: 118 minutos. Distribuição: Imagem Filmes.

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4 respostas

  1. Está difícil assistir a todos os filmes para acompanhar esse seu desafio. Estou tentando, mas alguns já ficaram pra trás. Quero ver se consigo assistir alguns no feriado.
    Bom domingo.
    =^.^=

  2. Para mim o filme “Adeus, Leni” é uma comédia espirituosa. No começo pensei que fosse mais um filme europeu cult depois a gente percebe as sutilezas do tema e sem dúvida a demonstração de amor filial é divina.

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