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A MÉDIUM

O roteirista e diretor tailandês Banjong Pisanthanakun iniciou sua carreira em 2004. E a estreia, com o impactante Espíritos: A Morte Está ao Seu Lado, revelou seu talento para o mundo. A Médium, de 2021, é seu sexto longa. Com roteiro dele próprio, escrito a partir de uma história original do sul-coreano Na Hong-jin, temos aqui um filme que faz uso da narrativa do documentário para nos contar a tragédia vivida por uma família da região de Isan, na Tailândia. Acompanhamos uma equipe de documentaristas que viaja para registrar a rotina da médium local, Nim (Sawanee Utoomma). Ela é possuída pela divindade Bayan, adorada pelos aldeões e que está em sua família há gerações. Porém, coisas estranhas começam a acontecer quando sua sobrinha Mink (Narilya Gulmongkolpech) dá sinais de possessão maligna. Seu comportamento chama a atenção da tia, que busca ajuda para exorcizar o demônio que se apossou de Mink. A Médium tem um início, digamos assim, convencional como qualquer documentário de TV. No entanto, à medida que a equipe avança em seu trabalho, situações inesperadas mudam completamente o rumo de tudo. Pisanthanakun conduz sua narrativa com segurança e faz um excepcional uso das supostas imagens documentais registradas. A maneira como ele trabalha esse material na montagem cria uma sensação contínua, e em muitos momentos, bastante realista do que vemos em cena. Para quem está acostumado com filmes de terror ocidentais, assistir a uma obra como A Médium é oportuno para se conhecer outras histórias apavorantes fora do cardápio hollywoodiano.

A MÉDIUM (Rang Zong – Tailândia/Coréia do Sul 2021). Direção: Banjong Pisanthanakun. Elenco: Narilya Gulmongkolpech, Sawanee Utoomma, Sirani Yankittikan, Yasaka Chaisorn e Boonsong Nakphoo. Duração: 130 minutos. Distribuição: Paris Filmes.

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