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BOA SORTE, DIVIRTA-SE, NÃO MORRA

Gore Verbinski poderia ter se acomodado após o sucesso da trilogia que dirigiu da franquia Piratas do Caribe. Ao invés disso, ele se arriscou em uma animação, Rango, que é primorosa, e realizou poucos filmes depois. Em especial por conta do fracasso de O Cavaleiro Solitário. Após um hiato de quase dez anos ele nos traz este Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra, de 2025. O roteiro de Matthew Robinson apresenta um “homem do futuro” (Sam Rockwell) que aparece em uma lanchonete de Los Angeles para recrutar um grupo de pessoas disposto a salvar o planeta da ameaça de uma IA maligna. Temos aqui uma sátira de ficção-científica que procura nos alertar para algo que já faz parte de nossa rotina diária onde estamos cada vez mais dependentes dos celulares e seus aplicativos e, por conta disso, presas fáceis para quem controla essa tecnologia. Apesar da quebra de ritmo em alguns momentos, a mensagem do filme é deveras relevante e urgente. E isso, por fim, é o que se destaca aqui. Diferente do que vimos anteriores em O Exterminador do Futuro, o domínio das máquinas é muito sutil e se aproxima mais do que foi mostrado em Matrix, porém, com uma “pegada” um pouco diferente.  

BOA SORTE, DIVERTA-SE, NÃO MORRA (Good Luck, Have Fun, Don’t Die – EUA 2025). Direção: Gore Verbinski. Elenco: Sam Rockwell, Haley Lu Richardson, Juno Temple, Michael Peña, Zazie Beetz, Asim Chaudhry, Tom Taylor e Artie Wilkinson-Hunt. Duração: 135 minutos. Distribuição: Paris Filmes.

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