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YÕG ÃTAK: MEU PAI, KAIOWÁ

Dirigido a oito mãos por Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna, o documentário Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá narra a jornada das irmãs Sueli e Maísa em busca de seu pai, Luiz Kaiowá. Tudo começa com um plano fixo onde Sueli, ao lado de Isael, seu marido e codiretor, apresenta a família, que foi separada do pai durante a ditadura militar brasileira. Na verdade foram dois rompimentos. Luiz vivia na tribo indígena guarani kaiowá, no sul do hoje Mato Grasso do Sul. No início dos 1960 ele foi levado por agentes do SPI (Serviço de Proteção aos Índios) e após passar pelos estados de São Paulo e Rio de Janeiro foi levado para o Posto Indígena Mariano de Oliveira, em Minas Gerais, próximo à divisa com a Bahia. Lá permaneceu por 15 anos, se casou, teve duas filhas e foi mais uma vez deslocado contra sua vontade pela Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) de volta para seu território de origem. Este não é o primeiro trabalho de Sueli e Isael. O casal já havia dirigido outros dois longas, além de um documentário, feito por Isael e Roney Freitas, sobre a violência sofrida por seu povo. Filmes como Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá reforçam a pulsante diversidade do cinema brasileiro. E ter aqui a história dessa família, que é também a história de muitas outras famílias, contada por quem a viveu e com um olhar próprio é, para dizer o mínimo, bastante enriquecedor e verdadeiro.    

YÕG ÃTAK: MEU PAI, KAIOWÁ (Brasil 2025). Direção: Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna. Documentário. Duração: 94 minutos. Distribuição: Embaúba Filmes.

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