Contar histórias com poucos personagens em um espaço minúsculo são sempre muito perigosas. Afinal, é preciso manter nosso interesse tendo à mão poucos recursos. Existem maus e bons exemplos no cinema. A Queda, dirigido em 2022 pelo norte-americano Scott Mann, se enquadra no segundo grupo. O roteiro, de autoria do próprio diretor, junto com Jonathan Frank, nos apresenta as amigas Becky (Grace Caroline Currey) e Hunter (Virginia Gardner). A primeira ainda se recupera de um trauma e a outra a convida para escalar uma velha torre de rádio no meio do nada. A altura é de 600 metros. O problema é que quando elas estão no topo descobrem que não têm mais como descer. Becky e Hunter precisam descobrir maneiras de sobreviverem àquela situação inesperada e o roteiro se encarrega de apresentar os elementos necessários para isso. Da boa construção das personagens à certas pistas que são apresentadas e se justificam depois. Há também uma surpreendente virada que funciona muito bem. Realmente, uma história centrada em duas pessoas confinadas em um pequeno espaço possui todas as chances de dar errado. Felizmente, não é o que acontece neste tenso e intenso A Queda. Em tempo: Não houve uso de tela verde para as cenas no topo da torre. A produção construiu a parte superior e a colocou em cima de uma montanha. Assim, o cenário que vemos ao fundo é real. Apenas as atrizes não estavam, efetivamente, a 600 metros do solo, somente 30 metros.
A QUEDA (Fall – EUA 2022). Direção: Scott Mann. Elenco: Grace Caroline Currey, Virginia Gardner, Mason Gooding e Jeffrey Dean Morgan. Duração: 107 minutos. Distribuição: Paris Filmes.







