LIVRO FÍSICO

CINEMARDEN VAI AO OSCAR

SERRA DAS ALMAS

Hoje muito se fala da força e originalidade do cinema pernambucano por conta dos filmes dirigidos por Gabriel Mascaro, Kleber Mendonça Filho e Marcelo Gomes. Mas esses três talentosos diretores fazem parte da segunda geração de cineastas naturais de Pernambuco que começaram a realizar obras audiovisuais a partir dos anos 1990. Antes desse trio tivemos Lírio Ferreira e Claudio Assis que chamaram a atenção do Brasil e do mundo, respectivamente, com Baile Perfumado e Amarelo Manga. Ambos construíram sólidas filmografias e abriram caminho para o surgimento de novos talentos. Serra das Almas, dirigido por Lírio Ferreira em 2024, comprova que ele continua um artista inquieto. O roteiro de Paulo Fontenelle, Audemir Leuzinger e Maria Clara Escobar, nos apresenta uma história carregada de ação, cobiça, drama, muita tensão e uma pitada de terror. A narrativa segue fragmentada de maneira não linear e isso potencializa bastante o impacto provocado por algumas sequencias. Temos duas linhas que se cruzam a partir de um certo ponto. De um lado a jornalista Samanta (Julia Stocker), que investiga um senador corrupto. Do outro dois ladrões de joias. Por fim todos se encontram em uma velha casa no lugar que dá título ao filme. Há ecos de O Tesouro de Sierra Madre, de John Huston, misturado com elementos típicos do nordeste brasileiro inserido em um contexto político bem conhecido dos telejornais. Apesar dos furos de roteiro que simplesmente não se sustentam, Serra das Almas se ampara no ritmo frenético imposta pela direção e no desempenho de seu elenco.

SERRA DAS ALMAS (Brasil 2024). Direção: Lírio Ferreira. Elenco: Julia Stockler, Mari Oliveira, Pally Siqueira, Ravel Andrade, Vertin Moura, Jorge Neto, David Santos e Bruno Garcia. Duração: 122 minutos. Distribuição: Netflix.

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