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O SENHOR DOS ANÉIS – A SOCIEDADE DO ANEL

A aposta da New Line, subsidiária da Warner, ao contratar o neozelandês Peter Jackson para escrever, produzir e dirigir a adaptação da obra de J.R.R. Tolkien talvez tenha sido a mais ousada da história de Hollywood. Até aquele momento, Jackson era pouco conhecido, tinha feito apenas quatro filmes, dois deles verdadeiras pérolas trash. Duas decisões tomadas pelos produtores se revelaram acertadas e arriscadas ao mesmo tempo. Decisão um: ao invés de fazer um filme de cada vez, optou-se, para baratear os custos, filmar os três de uma vez. Decisão dois: toda a produção seria concentrada na Nova Zelândia, o cenário natural perfeito para retratar a Terra Média. Entre pré-produção, produção e pós-produção, foram consumidos sete anos e, desde o início, o risco maior residia justamente no primeiro filme, A Sociedade do Anel. Se tudo funcionasse e o público aprovasse, o caminho estaria pavimentado para o sucesso dos outros dois filmes que compõem a trilogia. Se acontecesse o contrário, a New Line fecharia suas portas e teríamos o maior fracasso cinematográfico de todos os tempos. A aposta foi arriscada, mas tudo deu certo e a sétima arte ganhou uma de suas maiores e melhores sagas de fantasia. Nessa primeira parte as personagens são apresentadas e a jornada para destruir o um anel é iniciada. Peter Jackson conta sua história com uma paixão que salta aos olhos, tanto no roteiro como nas imagens. A escolha do elenco, peça fundamental nesse tipo de projeto, foi das mais acertadas. E completando o tripé, a Weta, empresa de efeitos especiais do diretor, utilizou a mais moderna tecnologia disponível e criou novos programas para ajudar Jackson nessa empreitada. Diferente das partes dois e três, onde a ação e as batalhas são mais intensas, em A Sociedade do Anel um mundo inteiramente novo, a Terra Média, nos é mostrado pela primeira vez. Para que a mágica fizesse efeito era preciso que acreditássemos nesse mundo e em suas personagens. E é aí que reside a força do filme e o talento incomparável de Peter Jackson e sua equipe. Em tempo: se possível, prefira a versão estendida. Paradoxalmente, apesar de mais longa, ela parece mais curta.
O SENHOR DOS ANÉIS – A SOCIEDADE DO ANEL (The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring – Nova Zelândia/EUA 2001). Direção: Peter Jackson. Elenco: Elijah Wood, Viggo Mortensen, Ian McKellen, Liv Tyler, Sean Astin, Cate Blanchett, John Rhys-Davies, Orlando Bloom, Sean Bean, Billy Boyd, Dominic Monaghan, Hugo Weaving, Ian Holm e Christopher Lee. Duração: 178 minutos. Distribuição: Warner.

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5 respostas

  1. Ainda adiciono dois pontos: as versões estendidas são mais completas em conteúdo e trazem a sensação de que a trilogia “dura menos tempo”. E sobre a primeira parte da saga, lembro de ter saído do cinema com a sensação de que não tinha assistido a um filme, mas presenciado um espetáculo.

  2. Quando assisti esse filme fiquei impressionado com os efeitos, com os cenários e tudo mais, porém em 2010 quando resolvi encarar o desafio e li os tres “tijolões” fiquei até frustrado com os filmes… claro que cortar conteudo era preciso, mas mudar o “tom” de algumas sequencias achei desnecessario e o livro um milhao de vezes superior. Só um exemplo… no livro quando eles chegam ao PONEI SALTITANTE, a acolhida é calorosa, o clima é de festa e tudo muito divertido, no filme a taverna é um local escuro, perigoso e cheio de caras ameaçadoras… ainda não tive oportunidade de assistir a trilogia em sua versão extendida, MAS GARANTO QUE ESTÁ NA FILA. A melhor opção é… ler os tres livros, os tres filmes e de quebra ler O HOBBIT que é ainda melhor. Já estão filmando e mesmo sabendo que nunca será igual ao livro, EXPECTATIVA DO TAMANHO DAS MONTANHAS DE MORDOR!

    JOPZ

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