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CINEMARDEN VAI AO OSCAR

O ENCOURAÇADO POTEMKIN

A história do cinema possui gênios que definiram sua linguagem nas três primeiras décadas da sétima arte. E o mais interessante é que essas inovações não surgiram todas em um único país. Não seria exagero afirmar que o cinema foi a primeira forma de arte a fazer uso de características que conhecemos hoje como globalização. Da mesma forma que o americano D. W. Griffith lançou as bases da narrativa cinematográfica clássica, em O Nascimento de Uma Nação, o russo Sergei Eisenstein deu um novo significado à montagem. Antes dele, montar um filme consistia apenas de juntar pedaços. Eisenstein, inspirado pelos ideogramas orientais, descobriu que a montagem poderia ter uma função dramática e ser usada para dilatar o tempo ou intensificar uma cena. Teórico por formação, Eisenstein não se limitou ao simples experimento nos filmes e relatou tudo em dois livros:  A Forma do Filme e O Sentido do Filme. Financiado pelo governo soviético, ele tinha apenas um curta e um longa no currículo quando dirigiu sua obra fundamental, O Encouraçado Potemkin, em 1925. O filme se baseia em um fato histórico ocorrido na Rússia em 1905, quando um grupo de marinheiros de um navio de guerra, o Potemkin, se rebelou contra as injustiças do Czar. Eisenstein compõe cenas grandiosas e carregadas de ideologia que têm como ponto alto a sequência da escadaria de Odessa, em que as tropas do Czar massacram homens, mulheres e crianças. Depois desse filme, o cinema nunca mais seria o mesmo.
O ENCOURAÇADO POTEMKIN (Bronenosets Potymkin – Rússia 1925). Direção: Sergei Eisenstein. Elenco: Aleksandr Antonov, Vladimir Barsky, Grigori Aleksandrov, Ivan Bobrov, Mikhail Gomorov, Konstantin Feldman, Prokopenko, A. Glauberman e Beatrice Vitoldi. Duração: 74 minutos. Distribuição: Continental.

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