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MEU TIO MATOU UM CARA

O gaúcho Jorge Furtado costuma dizer que é um roteirista que dirige. Isso é verdade. Porém, se ele tivesse dito que é um diretor que escreve, não estaria errado também. Furtado tem mais experiência com roteiros e é nessa área que ele criou um estilo, uma marca. Seus trabalhos como diretor, tanto os curtas como os longas, são criativos e bem dirigidos, mas, o que sempre se sobressai é o texto. Seu terceiro filme, Meu Tio Matou Um Cara, é uma versão estendida de um pequeno conto seu. Na trama, Duca (Darlan Cunha), um garoto de 15 anos, junto com os amigos Isa (Sophia Reis) e Kid (Renan Gioelli), tenta provar a inocência do tio Éder (Lázaro Ramos), acusado de matar o ex-marido da namorada, Soraya (Deborah Secco). A história se passa em Porto Alegre, mas, poderia ser qualquer outra cidade, uma vez que o diretor suprimiu referências à capital gaúcha. Furtado trabalha com um elenco de atores jovens e veteranos e tira um ótimo rendimento de todos. Tem ação, drama, suspense, comédia e romance. Um filme que retrata a vida de adolescentes e famílias de classe média, sem cair em clichês e sem agredir nossa inteligência. Uma curiosidade: A personagem de Deborah Secco se chamava originalmente Fátima. Com as filmagens já concluídas, o diretor escutou a música Soraya Queimada, de Zéu Abreu, e por causa dela, decidiu mudar o nome da personagem. Vendo o filme pronto, percebe-se que a mudança foi mais do que acertada.

MEU TIO MATOU UM CARA (Brasil 2005). Direção: Jorge Furtado. Elenco: Darlan Cunha, Sophia Reis, Lázaro Ramos, Dira Paes, Ailton Graça, Renan Gioelli e Deborah Secco. Duração: 84 minutos. Distribuição: Fox.

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