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CINEMARDEN VAI AO OSCAR

INTOCÁVEIS

Os americanos criaram uma expressão para designar filmes que nos fazem se sentir bem. São os chamados feel good movies. Seria possível então uma história sobre um tetraplégico se transformar em um filme com essas características? Os franceses Eric Toledano e Olivier Nakache se inspiraram nas memórias do empresário Philippe Pozzo di Borgo e em sua amizade com o argelino Abdel Yasmin Sellou. Eles escreveram e dirigiram o filme Intocáveis, que prova ser possível tratar um tema delicado de maneira leve. Maior sucesso comercial do cinema francês, com quase meio bilhão de dólares faturados nas bilheterias, Intocáveis consegue o equilíbrio perfeito entre drama e comédia. Philippe (François Cluzet), é um milionário aristocrata que ficou tetraplégico depois de um acidente. Contra a recomendação de todos que o cercam, ele contrata Driss (Omar Sy), um imigrante africano que quer apenas receber o seguro desemprego, como seu cuidador. O fato de Driss não o tratar como um coitado chamou sua atenção e reside aí um dos grandes acertos do filme. Sem esquecer, é claro, a dupla principal de atores, principalmente, Omar Sy, que é de uma espontaneidade contagiante. Muito mais poderia ser escrito sobre Intocáveis. Por exemplo, a relação que se estabelece entre Philippe e Driss é uma bela metáfora da situação atual da França. Um país rico e cheio de cultura, mas, sem forças para seguir adiante, precisando, portanto, dos braços e pernas dos imigrantes. O que importa mesmo é que Intocáveis é um filme que, literalmente, “lava” nossa alma.       
INTOCÁVEIS (Intouchables – França 2011). Direção: Eric Toledano e Olivier Nakache. Elenco: François Cluzet, Omar Sy, Anne Le Ny, Audrey Fleurot, Clotilde Mollet e Christian Ameri. Duração: 112 minutos. Distribuição: Califórnia.

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