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CINEMARDEN VAI AO OSCAR

FANNY E ALEXANDER

Ao longo de quase 60 anos de carreira, o cineasta sueco Ingmar Bergman dirigiu 64 filmes. A maior parte deles para o cinema e um bom tanto para a televisão.  Fanny e Alexander, de 1982, foi seu último trabalho em película e é considerado por muitos estudiosos como seu testamento cinematográfico. De forte teor autobiográfico, o roteiro, escrito também por Bergman, conta a história de uma família filtrada pelo olhar de duas crianças durante uma festa de Natal. A mãe deles, viúva, casa-se novamente com um bispo luterano que exige que ela abandone todos os luxos de sua vida passada. Tirano ao extremo, o bispo modifica por completo a rotina da família Ekdahl. Fanny e Alexander possui duas versões: uma de aproximadamente três horas, que foi lançada nos cinemas, e uma outra com pouco mais de cinco horas que foi exibida como minissérie na televisão sueca. A Versátil lançou uma edição especial no Brasil com as duas versões. Bergman resume nesta obra muitos dos questionamentos que foram explorados ao longo de seus trabalhos anteriores. Principalmente os debates religiosos e que envolvem a existência de Deus, algo recorrente em sua extensa filmografia. Não existe outro termo que não “obra-prima” para classificar Fanny e Alexander. A impressão que fica é que Bergman se preparou a vida toda para realizar este filme. Não usarei adjetivos. Eles nunca serão suficientes para expressar toda a grandeza dessa obra única e fundamental. Indicado a seis Oscar, ganhou apenas quatro: melhor filme estrangeiro, fotografia, direção de arte e figurino.
FANNY E ALEXANDER (Fanny och Alexander – Suécia/França/Alemanha 1982). Direção: Ingmar Bergman. Elenco: Pernilla Allwin, Bertil Guve, Börje Ahlstedt, Allan Edwall, Ewa Fröling, Gunn Wållgren, Jarl Kulle e  Jan Malmsjö. Duração: 182 minutos. Distribuição: Versátil.

 

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2 respostas

  1. Vou rever o filme, Marden. Foi uma ótima lembrança a sua indicação de hoje.

    Tenho uma pergunta: já fez o resumo de Cortina de Fumaça? Li o Conto de Natal de Auggie Wren, assinado pelo talentoso Paul Auster( Cia. das Letras) e descobri que o roteiro do filme em destaque é dele. Hoje à tarde passarei na locadora para pegar o dvd. Gosto de ver as articulações entre a literatura e o cinema.

    Abração e ótimo domingo.

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